Mau humor pode ser doença

Sabe aquela pessoa que está sempre mal-humorada? Talvez ela esteja doente, entenda o porquê.

Antes de mais nada, preciso avisar que não sou psicóloga e nem trabalho na área, mas me interesso muito por assuntos relacionados a comportamentos e compartilho alguns deles por aqui.

De acordo com o psiquiatra Daniel Martins de Barros, quando o mau humor dura muito tempo, pode ser sinal de que algo não vai bem. Se esse for o caso, trata-se de uma doença chamada Distimia ou Transtorno Depressivo Persistente.

Diferença entre Distimia e Depressão

A depressão comum dura em média dois anos, já a distimia persiste por muito mais tempo. A distimia também é diferente da depressão recorrente, que é quando as crises voltam depois de algum tempo. Na distimia, o indivíduo fica o tempo todo ruim e os sintomas também mudam.

A depressão comum tem como características principais a tristeza, a melancolia e a anedonia, que é a falta de prazer, de interesse e de vontade de fazer as coisas. Normalmente, essas características são acompanhadas por sintomas como: alteração de sono, de apetite e falta de energia, entre outros.

No transtorno depressivo persistente (distimia), a pessoa não tem os sintomas principais da depressão (tristeza e anedonia) e isso faz com que ela não perceba que está doente. Ela até consegue sair e tem prazer em fazer as coisas, mas fica sem energia, tem alterações de sono e apetite, fica mais negativa, pessimista e mal-humorada.

Consequentemente, ela é julgada de forma errada, pois acredita-se que esses sintomas são características fixas do comportamento dela. Algumas pessoas até são mal-humoradas de fato, no entanto, por se tratar de uma doença relativamente nova, quase ninguém sabe que “mau humor” constante pode ser uma Distimia.

A mudança de comportamento pode acontecer muito cedo, na adolescência para a fase adulta por exemplo, e instala-se gradualmente, de uma forma insidiosa. Ou seja, é bem naquela fase em que os jovens estão mudando e definindo seu estilo.

Se a pessoa fica doente nessa fase, todo mundo acha que é uma mudança normal da adolescência, mas segundo o psiquiatra Daniel Martins de Barros, ela acaba se tornando um adulto com depressão crônica.

Trata-se de um transtorno e não um simples “rótulo”

O problema é que quando essa pessoa chega aos 30, 40 ou 50 anos, ela vai achar que sempre foi assim e que esse comportamento é normal, mas ao investigar sua infância, percebe-se que ela não era desse jeito. O mau humor que a acompanhou durante toda a vida, na verdade é uma doença que se instalou de maneira gradual.

Por incrível que pareça, a melhor saída para essa pessoa é ter de fato uma crise de depressão crônica, com sentimentos de tristeza e melancolia, pois dessa forma ela percebe que está doente e procura ajuda. Quando isso acontece, é muito comum fazer o tratamento e relatar melhoras que fazem o paciente se sentir muito melhor do que antes.

Muitas pessoas podem se identificar com esses sintomas, por isso resolvi compartilhar esse conteúdo. Se você acha que pode ajudar alguém, compartilhe esse artigo e oriente para que busque apoio profissional!

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